
A Anvisa deu sinal verde, nessa quarta-feira (7 de outubro), para o início dos testes em humanos da Vivaxin, uma vacina brasileira contra a malária. O imunizante foi desenvolvido em parceria pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo laboratório Cristália.
A vacina é voltada especificamente contra o Plasmodium vivax, o parasita responsável pelo tipo de malária mais comum no Brasil. Até hoje, não existe nenhuma vacina disponível para esse parasita. As duas vacinas que já existem contra a malária são direcionadas ao Plasmodium falciparum, mais presente na África e ligado à maior parte das mortes pela doença.
Nessa primeira etapa dos testes, 48 voluntários saudáveis, que nunca tiveram malária, serão divididos em dois grupos: um vai receber a vacina e o outro vai tomar um placebo. Os cientistas vão acompanhar as reações e verificar se a fórmula é capaz de fazer o sistema imunológico reconhecer o parasita. O acompanhamento vai durar um ano.
A Vivaxin é aplicada em 3 doses, com intervalo de 28 dias entre cada uma. Os resultados dessa fase são essenciais para a próxima etapa da pesquisa, que vai analisar se a vacina realmente previne a doença.
O professor Ricardo Gazzinelli, coordenador do CTVacinas da UFMG, avalia que a Vivaxin pode ter um papel extremamente importante para eliminar a malária do território brasileiro e contribuir com a eliminação da doença em toda a América Latina.
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