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Notícias/NEWS15/10/2026· KF News

China e Coreia do Norte inauguram ponte de 3 km como nova principal conexão terrestre entre os países

Foto: 동성 신/Pexels

China e Coreia do Norte inauguraram nesta quinta-feira (15) a Ponte Nova do Rio Yalu, estrutura de cerca de 3 km que passa a ser a principal rota de travessia terrestre entre os dois países. A cerimônia de abertura foi realizada conjuntamente pelas duas nações sobre a própria ponte, com caminhões enfeitados com flores, laços e bandeiras dos dois países fazendo a travessia oficial.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou em vídeo exibido na cerimônia que "as relações bilaterais estão entrando em uma nova fase, iniciando um novo capítulo". A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse na quarta-feira (14) que a ponte "servirá como uma importante infraestrutura para a conectividade bilateral e facilitará ainda mais as trocas econômicas, comerciais e interpessoais entre os dois países".

Do lado chinês, a estrutura fica na cidade de Dandong, no nordeste do país. Do lado norte-coreano, chega a Sinuiju, na província de Pyongan do Norte. As obras começaram em 2010, foram concluídas em 2014, mas a ponte ficou sem uso por anos até esta inauguração. A estrutura tem duas torres estaiadas, duas faixas em cada sentido, largura de 28,5 metros e vão de navegação para embarcações de até 3.000 toneladas — bem diferente da antiga Ponte da Amizade China-Coreia do Norte, que só permite caminhões de até 20 toneladas e funciona em mão única.

A inauguração acontece num momento de aproximação entre os dois países. No último ano, o líder chinês Xi Jinping e o ditador norte-coreano Kim Jong-un se encontraram duas vezes. A China é o maior parceiro comercial de Pyongyang, mesmo com sanções da ONU que proíbem o fluxo de bens por causa do programa nuclear norte-coreano. As exportações chinesas para a Coreia do Norte chegaram a US$ 2,3 bilhões em 2025, alta de 25% em relação ao ano anterior, o maior valor em seis anos, mas ainda abaixo do registrado antes das sanções de 2017.

Fonte: Jornal de Brasília