
Clubes de futebol de São Paulo das Séries A e B do Campeonato Brasileiro convocaram uma reunião de emergência nesta segunda-feira (28) na sede da Federação Paulista de Futebol, na zona oeste da capital paulista. O motivo foi o veto às bets: o presidente Lula assinou uma Medida Provisória que restringe a atuação das casas de aposta no Brasil.
Participaram do encontro representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta. O objetivo foi discutir formas de minimizar o impacto financeiro da proibição, já que as bets são a principal patrocinadora de grande parte desses times.
A FPF conduziu as conversas entre os clubes e também foi uma das articuladoras do manifesto contra a proibição às casas de aposta, divulgado na última quinta-feira. Os clubes defendem um diálogo com Brasília para tratar do assunto. O Governo Federal planeja reunir representantes dos times e da CBF, com tendência de que o encontro aconteça nesta terça-feira (29), mas o Ministério do Esporte ainda não confirmou.
Pela MP assinada, as casas de apostas têm até as 23h59 do dia 5 de outubro para retirar qualquer publicidade no País, incluindo os patrocínios aos clubes. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que apostadores têm até essa mesma data e horário para resgatar o saldo nos sites de jogos. O Congresso Nacional tem 120 dias para analisar o tema e decidir se o veto vira lei definitiva.
Os números mostram o tamanho do estrago: em 2025, as bets injetaram R$ 1,14 bilhão nos clubes da Série A em contratos de patrocínio. Elas representam 7,9% do faturamento total dos times, que juntos bateram R$ 14,9 bilhões em receita, com dívidas chegando a R$ 14,3 bilhões. As bets são patrocinadoras master de 14 dos 20 times da Série A. As exceções são Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino. O Brasileirão e a Copa do Brasil também são patrocinados pela Betano, inclusive com naming rights.
Fonte: Jovem Pan




