
Os Estados Unidos e mais 14 países formalizaram, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, uma iniciativa chamada Escudo das Américas. O objetivo é agir de forma conjunta contra 24 organizações criminosas consideradas narcoterroristas no hemisfério.
A lista inclui grupos como MS-13, Tren de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Cartel del Golfo, ELN, dissidências das FARC e Sendero Luminoso, entre outros. Duas organizações brasileiras também aparecem formalmente na relação: o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV.
As medidas previstas são congelamento de ativos, restrições de visto e imigração, e responsabilização criminal de quem conscientemente fornecer apoio material ou logístico a esses grupos. Cada país deverá aplicar as ações de acordo com sua própria legislação.
A declaração foi assinada por EUA, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Brasil e México ficaram de fora da iniciativa.
O Escudo das Américas trabalha com três pilares: econômico, de segurança e de coordenação multilateral. Os países também pretendem pedir à OEA a convocação de uma reunião com base no Tratado do Rio para discutir ações coletivas contra o crime organizado transnacional.
PCC e CV já haviam sido designados pelos EUA como organizações terroristas estrangeiras neste ano. A diferença agora é que a medida deixa de ser unilateral americana e passa a integrar uma declaração conjunta de 15 governos. O governo brasileiro, por sua vez, rejeita esse enquadramento e defende que as facções sejam combatidas dentro da legislação de enfrentamento ao crime organizado, com ação policial, inteligência e cooperação internacional.
Fonte: Jovem Pan




