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Notícias/NEWS18/10/2026· KF News

Europa vai começar o inverno de 2026/2027 com apenas 72% dos estoques de gás natural

Foto: Divulgação/Poder360

A União Europeia vai entrar no inverno de 2026/2027 com os estoques de gás natural em apenas 72% da capacidade, segundo relatório da Entsog divulgado em 8 de outubro. O nível é historicamente baixo e mantém o bloco sob pressão constante para garantir o abastecimento durante o período de frio.

O principal motivo é o bloqueio ao gás russo, imposto após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022. Com as sanções, a Rússia caiu para a 4ª posição entre os maiores exportadores de gás para a Europa. Em 2021, os russos exportaram 150,2 bilhões de euros em gás ao bloco. Em 2025, esse número despencou para 36 bilhões de euros, uma queda de 76%.

Segundo o relatório da Entsog, o estoque atual seria suficiente para um inverno com temperaturas dentro da média histórica. Mas, se o frio for mais intenso, a Europa vai precisar comprar volumes adicionais de GNL — o gás natural liquefeito, transportado por navios — no mercado internacional. O problema é que esse mercado também está pressionado. A guerra entre EUA e Irã reduziu a oferta disponível, e o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do volume global de GNL, dificulta o acesso ao gás produzido pelo Qatar e pelos Emirados Árabes Unidos.

Num cenário de interrupção total do fornecimento russo, a Europa precisaria importar pelo menos 9 bilhões de metros cúbicos de GNL para terminar a temporada com ao menos um terço dos estoques preservados.

Os países com maior risco são Letônia, que começou outubro com apenas 49% de estoque, e Eslováquia, com 54%. Os maiores volumes armazenados estão na Itália, Alemanha e França. A partir de 2027, o bloco europeu começa a retirar o gás russo dos contratos de longo prazo. Não há sinal de negociações para retomar o comércio com a Rússia.

Fonte: Poder360