
O milho fechou com forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a CBOT. O contrato com vencimento em dezembro avançou 15,50 centavos, equivalente a 2,93%, e terminou cotado a US$ 5,43 por bushel. Já o contrato para março fechou a US$ 5,56¾ por bushel, com valorização de 15,25 centavos, ou 2,81%.
Três fatores foram os responsáveis pela alta: a demanda consistente pelo milho norte-americano, o cenário global de oferta mais apertada e um movimento de recuperação técnica após oscilações recentes.
No quadro mundial, o USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, projeta que o consumo global de milho vai superar a produção em quase 30 milhões de toneladas na safra 2026/27. Se confirmado, esse será o maior desequilíbrio entre produção e consumo mundial em mais de três décadas, o que deixa o mercado mais sensível a qualquer sinal de demanda, clima ou desempenho de safra.
As exportações americanas também deram força ao movimento. As inspeções de milho na semana encerrada em 17 de setembro somaram 1,938 milhão de toneladas, crescimento de cerca de 25% em relação às 1,552 milhão de toneladas da semana anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o volume foi de 1,386 milhão de toneladas, o avanço chega a quase 40%.
Desde o início do ano-safra americano, em 1º de setembro, as inspeções acumuladas totalizam 4,139 milhões de toneladas, contra 3,570 milhões no mesmo intervalo do ciclo anterior.
Fonte: Portal Agroneg.




