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Notícias/NEWS18/10/2026· KF News

Mineração de terras raras avança em Minas Gerais com bilhões investidos, disputas na Justiça e conflitos com comunidades locais

Foto: Viridis/Divulgação

O setor de terras raras em Minas Gerais vive um momento decisivo, com investimentos bilionários, batalhas nos tribunais e tensão com comunidades locais. Na última quinta-feira, dia 15 de outubro, a área técnica do TCU se manifestou contra um pedido de auditoria urgente nos projetos de extração do Sul de Minas, recomendando o arquivamento do caso por não encontrar ilegalidades. A decisão final ainda cabe ao Plenário do TCU, sob relatoria do ministro Antônio Anastasia. Na terça-feira, dia 13 de outubro, a Justiça Federal declarou que não tem competência para julgar a ação do Ministério Público Federal que pedia o travamento dos licenciamentos dos projetos Colossus, da Viridis, e Caldeira, da Meteoric/Lynas, e transferiu o processo para a Justiça Estadual de Minas Gerais. O MPF apontou preocupações com efluentes e radioatividade nos resíduos. A ANM revelou uma explosão de 485,4% nas autorizações de pesquisa de minerais críticos no país nos últimos quatro anos, e o território mineiro é o principal alvo dos novos investimentos. Empresas australianas lideram a corrida, somando cerca de R$ 3,96 bilhões em projetos no Planalto de Poços de Caldas, Caldas e Araxá. A gigante Lynas anunciou a compra da Meteoric Resources por R$ 3,5 bilhões para assumir o projeto Caldeira, considerado o maior depósito de argila iônica do mundo fora da China. A australiana St George Mining anunciou aumento de 75% no volume estimado de terras raras em Araxá e aportou R$ 254 milhões no projeto. A Viridis confirma seu projeto de US$ 450 milhões, com início previsto para 2028, e declarou que está aberta a modificações caso impactos ambientais sejam comprovados. Em Araxá, comunidades quilombolas relatam pressão imobiliária e compra de fazendas vizinhas aos seus territórios pelas mineradoras. Em Poços de Caldas, as cavas chegam a cerca de 300 metros de casas, escolas e hospitais.

Fonte: Metropoles