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Notícias/SAÚDE19/10/2026· KF News

Música ativa o cérebro, muda o humor e estimula liberação de dopamina no organismo

Foto: Georgi Kalaydzhiev/Unsplash

Ouvir música vai muito além do entretenimento. Quando um som chega aos ouvidos, redes corticais e subcorticais do cérebro são ativadas ao mesmo tempo, desencadeando reações neurológicas e fisiológicas que podem alterar o humor, mudar os batimentos cardíacos e até recuperar memórias guardadas há muito tempo.

O processamento musical no cérebro é complexo e envolve várias regiões trabalhando juntas. O córtex auditivo analisa características como frequência e timbre do som. As regiões frontotemporais organizam as melodias. Estruturas mais profundas do cérebro entram em ação para resgatar lembranças. E o circuito mesolímbico de recompensa é o responsável por atribuir valor emocional e sensação de prazer ao estímulo sonoro.

Quando a música agrada, o cérebro libera dopamina — o químico do prazer — tanto no momento de expectativa quanto no ápice da satisfação auditiva. Além disso, a música também promove modulação do bem-estar e da analgesia, ou seja, pode ajudar na redução da dor.

A resposta de cada pessoa não é igual. Ela depende de fatores como a familiaridade com a música, as expectativas criadas e o histórico de vida de quem ouve. Por isso, a mesma canção pode provocar reações bem diferentes em pessoas distintas.

No campo terapêutico, a música já é utilizada como ferramenta complementar no tratamento de casos de Alzheimer. No entanto, a matéria deixa claro que ela não substitui tratamentos médicos ou psicológicos estabelecidos.

Fonte: Metropoles