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Notícias/NEWS01/10/2026· KF News

Pai de Daniel Vorcaro nega à PF ter comandado grupo investigado por ameaças e invasões de sistemas

Foto: Reprodução/Facebook

Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira, 30 de setembro, e negou ter dado ordens ou transmitido comandos ao grupo conhecido como "A Turma". O grupo é investigado por ameaças, intimidações, invasões de sistemas e obtenção ilegal de informações sigilosas.

A defesa de Henrique afirma que não foi apresentado nenhum elemento que comprovasse qualquer comando, pedido ou ameaça partindo dele. Os advogados classificaram a prisão do cliente como excessiva e desnecessária — ele está preso preventivamente há mais de 110 dias, em Minas Gerais. A defesa também criticou a Procuradoria-Geral da República por não responder a requerimentos e reclamou da demora do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, na análise dos pedidos apresentados.

Segundo os advogados, o depoimento foi realizado dentro do presídio e sem a presença deles. Eles afirmam ter solicitado ao STF autorização para acompanhar a oitiva, mas o pedido não foi analisado antes do depoimento acontecer.

A defesa reconhece que Henrique manteve relações comerciais com três pessoas investigadas, mas sustenta que esses vínculos começaram em 2021, antes de virem à tona as suspeitas sobre Daniel Vorcaro, e que os negócios estão registrados e documentados.

A versão bate de frente com o que a PF apura. Segundo o inquérito, Henrique seria o principal operador financeiro da estrutura e o responsável por repassar aos integrantes do grupo as ordens atribuídas ao filho. A investigação também o aponta como solicitante e beneficiário de serviços ilícitos. Ele foi preso em maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, e a detenção foi mantida pelo STF por três votos a um. O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar pela substituição da prisão por medidas cautelares.

A defesa ainda afirmou que a irmã e a mãe de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário" e apontado pela PF como uma das lideranças operacionais do grupo, negaram ter sido ameaçadas. Os advogados não informaram quando nem em que circunstâncias essas declarações foram prestadas.

Nesta mesma quarta-feira, Daniel Vorcaro também prestou novo depoimento à PF, por vídeo, sobre o inquérito que investiga suposta organização criminosa com quatro núcleos distintos. Sua defesa afirmou que ele negou ter praticado, determinado ou se envolvido em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça.

Fonte: Metropoles