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Notícias/NEWS24/09/2026· KF News

PF suspeita que empresa de Alexandre Pires recebeu R$ 2,5 milhões de esquema de garimpo ilegal em terra Yanomami

Foto: Reprodução

A Polícia Federal suspeita que uma empresa do cantor Alexandre Pires recebeu R$ 2,5 milhões provenientes de uma grande operação de lavagem de dinheiro, avaliada em mais de US$ 48 milhões, hoje equivalente a cerca de R$ 247 milhões. O dinheiro estaria ligado ao garimpo ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

O caso veio à tona depois que uma empresa estrangeira procurou os investigadores para denunciar um golpe: ela afirmou ter comprado quase US$ 50 milhões em cassiterita brasileira para revender na Ásia, mas quando os contêineres chegaram ao destino, estavam cheios de brita, um tipo de areia.

A investigação identificou que os responsáveis pela venda fraudulenta eram os irmãos Diego e Matheus Possebon, apontados como ligados ao garimpo ilegal no território indígena. Matheus Possebon foi empresário de Alexandre Pires e também foi alvo das diligências desta quarta-feira (23). Ele havia sido preso preventivamente em 2023 e negou envolvimento no esquema naquela época.

Segundo a PF, o dinheiro teria sido lavado com a ajuda de mulheres doleiras e por meio da chamada operação "dólar cabo": o pagamento em dólar ficava em conta no exterior, enquanto uma empresa com CNPJ brasileiro fazia um repasse equivalente em reais no Brasil, escondendo a origem dos recursos. Depois, os Possebon distribuíam o dinheiro entre outras empresas, incluindo a do cantor.

A segunda fase da operação Disco de Ouro, deflagrada nesta quarta, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens. A PF também investiga o uso de documentos falsos para dar aparência legal a operações financeiras, e aponta que o minério explorado ilegalmente era declarado como originário de um garimpo regular no rio Tapajós, em Itaituba, no Pará.

A defesa de Alexandre Pires afirma que a relação entre o cantor e Possebon foi exclusivamente profissional, restrita à intermediação de venda de shows, e que o cantor "segue com tranquilidade a vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos".

Fonte: Jornal de Brasília