
Donald Trump deve formalizar nesta segunda-feira (28) uma das principais mudanças de sua política para o setor automobilístico: a redução das exigências federais de economia de combustível para carros e caminhonetes vendidos nos Estados Unidos. O anúncio está relacionado às novas regras do CAFE — sigla em inglês para Corporate Average Fuel Economy —, programa criado pelo Congresso americano na década de 1970, após a crise do petróleo. O CAFE não define o consumo de cada carro individualmente, mas estabelece uma média de milhas por galão que a frota inteira de cada montadora precisa cumprir. No sábado (26), Trump disse ter aprovado os novos padrões e afirmou que as mudanças resultarão em preços mais baixos para os consumidores. O secretário de Transportes, Sean Duffy, chamou o anúncio de "grande vitória" para os trabalhadores do setor. As regras do governo Biden previam que a média da frota de veículos leves chegasse a 50,4 milhas por galão até 2031. A proposta de Trump reduz essa exigência para cerca de 34,5 milhas por galão. O governo estimou que a mudança pode reduzir em aproximadamente US$ 930 o custo inicial médio de um veículo novo, com impacto econômico total de cerca de US$ 109 bilhões em cinco anos. No entanto, a própria análise da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) reconhece que a proposta pode levar os americanos a consumir cerca de 100 bilhões de galões adicionais de combustível até 2050, com custo extra estimado em US$ 185 bilhões e aumento de cerca de 5% nas emissões de CO₂. Para os carros elétricos, a mudança reduz o incentivo regulatório que antes pressionava montadoras como Ford, General Motors e Stellantis a ampliar a produção desses veículos para compensar modelos maiores e menos eficientes em suas frotas.
Fonte: Jovem Pan




