
O Brasil já conta com mais de 2 mil soluções de inteligência artificial em funcionamento na área da saúde. Os números são da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em conjunto com o Ministério da Saúde, e mostram que a adoção dessas tecnologias cresceu mais de 30% nos últimos dois anos. As aplicações vão desde diagnósticos por imagem até a otimização da gestão hospitalar.
No Distrito Federal, o avanço é ainda mais concreto. A partir de setembro, o Hospital Regional do Gama (HRG) vai estrear o projeto "Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente", descrito como pioneiro no país. Com investimento de R$ 3,8 milhões, a plataforma acompanha o paciente do momento em que chega ao hospital até a hora da alta.
O sistema usa algoritmos de IA para reunir em um único lugar informações que antes ficavam espalhadas, como prescrições, resultados de exames e anotações médicas. Com isso, consegue emitir alertas precoces de situações graves, como sepse e insuficiência respiratória, antes que o quadro piore. A ideia é substituir o modelo reativo de atendimento por um acompanhamento contínuo e preventivo, reduzindo atrasos e falhas no SUS.
Para proteger os dados dos pacientes, o sistema utiliza blockchain e anonimização, em conformidade com as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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