
O mercado de milho opera com negociações pontuais no Sul e no Centro-Oeste do Brasil, com baixa liquidez nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os compradores estão concentrando as compras na reposição de estoques, enquanto os vendedores avaliam os preços antes de fechar negócio.
No Rio Grande do Sul, o preço da saca varia entre R$ 60,00 e R$ 61,98, com alta de 0,62% na média estadual. O plantio da safra 2026/27 atingiu 65% da área prevista. Geadas causaram danos em lavouras e forçaram replantio em pontos específicos, mas a Conab avaliou que os efeitos foram leves no geral, sem perdas significativas até o momento.
Em Santa Catarina, as referências ficam perto de R$ 60,00 por saca, com compradores cautelosos e vendedores seletivos. O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas de milho por ano, mas produziu apenas 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que mantém a necessidade de abastecimento vindo de outros estados. O plantio da nova safra chegou a 25,6% da área, com avanço limitado pela alta umidade do solo.
No Paraná, as indicações de compra estão perto de R$ 60,00 por saca, com a demanda girando em torno de R$ 55,00 na modalidade CIF. A colheita da segunda safra alcançou 95% da área, e o plantio da safra 2026/27 chegou a 43%. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca e perderam força após uma sequência de altas, embora a indústria de bioenergia continue absorvendo parte da oferta. A colheita da segunda safra atingiu 99% da área.
Fonte: Portal Agroneg.




