
Gastar com fertilizante sem corrigir a acidez do solo pode significar dinheiro jogado fora. Essa é a avaliação de Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, em artigo publicado na Revista Pensar Agro. Segundo ele, quando o solo está ácido e o manejo é inadequado, as raízes das plantas têm o crescimento prejudicado e ficam com dificuldade para absorver água e nutrientes. Na prática, aumentar a quantidade de fertilizante aplicado não garante maior produtividade se as condições do solo não estiverem adequadas.
O cenário preocupa especialmente porque o Brasil depende de importação para cerca de 85% dos fertilizantes que consome, tornando esses insumos caros e estratégicos para a agricultura nacional.
Uma das soluções apontadas é a calagem, que é a aplicação de calcário. Ela não substitui o fertilizante, mas corrige a acidez do solo e ainda fornece cálcio e magnésio. Com o solo mais equilibrado, as raízes crescem mais fundo e se distribuem melhor, permitindo que a planta acesse mais água e nutrientes. O resultado é um aproveitamento maior do fertilizante já aplicado e um retorno econômico mais eficiente para o produtor.
O Programa Nacional de Fertilizantes, o PROFERT, tem como objetivo estimular investimentos e reduzir a dependência brasileira do mercado externo. Para Prado, a iniciativa é um avanço, mas precisa ser acompanhada de estratégias voltadas ao uso racional dos insumos nas propriedades. A análise de solo é o ponto de partida: ela identifica o nível de acidez e orienta tanto a correção quanto o planejamento da adubação, ajudando o produtor a ajustar as aplicações às necessidades reais de cada área.
Fonte: Portal Agroneg.




