
O câncer de rim, também chamado de câncer renal, ocorre quando células cancerosas se multiplicam nos rins e formam tumores. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, a doença aparece em 7 a 10 de cada 100 mil pessoas e representa 3% de todos os diagnósticos de câncer em adultos no Brasil.
Existem vários tipos. O carcinoma de células renais é o mais comum, representando 85% a 90% dos casos. O carcinoma urotelial aparece perto do ureter e responde por 7% a 10% dos casos. O Tumor de Wilms é o tipo mais comum em crianças com menos de 5 anos e tem alta taxa de cura quando tratado cedo. Já o sarcoma renal é o mais raro, com 1% dos casos, e é considerado agressivo.
Nas fases iniciais, a doença pode não apresentar nenhum sintoma. Quando aparecem, os sinais incluem sangue na urina, febre persistente, cansaço, perda de apetite, nódulo entre as costelas e o quadril, dor nas costas e perda de peso. Entre as causas estão idade avançada, diálise prolongada, histórico familiar, hipertensão, obesidade, tabagismo e doenças hereditárias como a síndrome de Von Hippel-Lindau.
O diagnóstico é feito por exames como tomografia, ressonância magnética e ultrassom, podendo incluir também uma biópsia. A doença tem quatro estágios: no estágio 1, o tumor mede até 7 cm e fica dentro do rim; no estágio 4, já pode atingir órgãos como fígado, ossos e pulmões.
O tratamento varia conforme o estágio e pode incluir cirurgia, imunoterapia, radioterapia, terapias-alvo e ablação. Denis Jardim, oncologista clínico e líder nacional de tumores genito-urinários do Grupo Oncoclínicas, afirmou que as opções terapêuticas evoluíram muito e que é possível ter excelentes resultados com qualidade de vida. Nas fases iniciais, a chance de cura chega a 90%, e 7 em cada 10 pacientes estão vivos dez anos após o diagnóstico.
Fonte: Drauzio Varella




