
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (18) a segunda edição do estudo "Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil", com dados inéditos que cruzam várias pesquisas sobre a população brasileira.
Os números mostram que, entre 2014 e 2024, o total de pessoas com deficiência — as PcDs — matriculadas no ensino superior cresceu 186%. No ensino presencial, o aumento foi de 90%. Já no ensino à distância, o salto foi de 567%. Entre 2014 e 2019, período que inclui a pandemia de Covid-19, as matrículas EAD entre PcDs quadruplicaram.
O Censo Demográfico de 2022 registrou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais. As dificuldades mais comuns foram: enxergar, afetando 7,9 milhões de pessoas; caminhar ou subir degraus, com 5,1 milhões; e pegar objetos pequenos, com 2,7 milhões.
Na faixa etária de 15 a 29 anos, o analfabetismo entre PcDs chegou a 12%, enquanto entre pessoas sem deficiência esse índice foi de 1%. Entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, 82,3% dos que têm deficiência profunda frequentavam a escola; 95,6% com deficiência severa; e 98,4% dos sem deficiência.
Nos dados de infraestrutura, 78,5% das escolas públicas de educação básica tinham ao menos um recurso de acessibilidade em 2025, mas apenas 57% contavam com banheiro acessível e somente 30% com salas adaptadas para atendimento especializado. Na rede privada, 64,4% têm banheiros adequados e 34,5% têm espaços com recursos multifuncionais.
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