
O mercado brasileiro de carne suína fechou a semana com preços mais altos, tanto para o animal vivo quanto para os cortes no atacado. A média nacional do quilo do suíno vivo subiu de R$ 4,75 para R$ 4,81. No atacado, os cortes de carcaça passaram de R$ 7,52 para R$ 7,88, e o pernil foi de R$ 9,47 para R$ 9,60. A melhora foi impulsionada por sinais de aumento no escoamento da proteína, segundo a Safras & Mercado.
Nas regiões, São Paulo registrou a arroba suína subindo de R$ 95 para R$ 98. No Paraná, o suíno vivo valorizou de R$ 4,55 para R$ 4,70 no mercado livre. Em Santa Catarina, o interior foi de R$ 4,55 para R$ 4,65 por quilo. No interior de Minas Gerais, houve alta de R$ 5 para R$ 5,10. No Centro-Oeste, Goiânia manteve R$ 4,90 e Campo Grande ficou em R$ 4,60.
Mesmo com a alta, os frigoríficos seguiram cautelosos e aguardam uma redução mais consistente da oferta. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, afirmou que a competitividade da carne suína frente à bovina sustenta perspectivas favoráveis para o consumo. Mas reforçou que ainda não é uma recuperação completa, e que suinocultores continuam com prejuízos acumulados em diversas regiões produtoras.
Nas exportações, o Brasil vendeu 56,699 mil toneladas de carne suína in natura nos primeiros oito dias úteis de setembro, com média diária de 7,087 mil toneladas — crescimento de 16,3% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita somou US$ 130,338 milhões. Porém, o preço médio da tonelada recuou 11% na comparação anual, para US$ 2.298,80, o que limita os ganhos do setor mesmo com o aumento do volume exportado.
Fonte: Portal Agroneg.




